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Porque é que a massagem pode relaxar os músculos? O papel do sistema nervoso
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massagem de relaxamento e sistema nervoso

É muito normal em consulta ouvir o paciente dizer que tem “um músculo preso” ou que está “cheio de nós” e querem uma massagem para soltar ou desfazer esses nós. A massagem tem um efeito concreto no sistema muscular, mas a realidade do que acontece vai muito para além da tensão muscular em si. Vamos compreender isto.

Na maior parte das vezes, o músculo não está tenso por si próprio. Ele está tenso porque está a obedecer a instruções do sistema nervoso. O músculo segue as ordens do sistema nervoso e é ele que decide quando um músculo deve contrair, relaxar ou manter algum nível de tensão.

Em muitas situações de dor ou desconforto, o sistema nervoso coloca certos músculos num estado de proteção.

Essa proteção pode acontecer por várias razões:

  • uma lesão recente
  • uma sobrecarga repetida
  • uma postura mantida durante muito tempo
  • stress ou fadiga
  • ou até uma dor que já existe há algum tempo

O objetivo é proteger a zona. Mas quando esta resposta se prolonga demasiado tempo, o músculo pode ficar constantemente tenso, mesmo a dormir, pois essa é a ordem que já está fixada no músculo.

O que acontece quando tocamos ou massajamos um músculo

O toque, o alongamento ou a massagem são formas de enviar informação sensorial para o sistema nervoso. Quando tocamos num músculo estamos, na prática, a estimular recetores que existem na pele, nos músculos e nos tecidos em redor.

Essa informação chega ao sistema nervoso e pode transmitir mensagens como:

  • “esta zona está segura”
  • “já não é preciso manter tanta tensão”
  • “pode relaxar”

Quando o sistema nervoso recebe esta informação, muitas vezes decide reduzir o nível de tensão muscular. É por isso que muitas pessoas sentem o músculo relaxar durante ou após um tratamento manual.

Porque é que às vezes a pressão provoca dor… e depois alívio

Durante alguns tratamentos manuais pode acontecer o terapeuta aplicar uma pressão mais profunda sobre um ponto sensível do músculo e, quando isso acontece, a primeira resposta do sistema nervoso costuma ser automática: mais tensão muscular!

Isto é um reflexo de proteção.

No entanto, se essa tensão aumentar a dor, o sistema nervoso pode interpretar essa informação e ajustar a resposta. Em muitos casos acontece algo curioso:

  • mais tensão gera mais dor;
  • mais dor faz com que o sistema nervoso perceba que a sua estratégia de mais tensão não seja benéfica;
  • o sistema nervoso envia uma nova ordem para o musculo relaxar e a pouco e pouco, fibra a fibra o músculo relaxa.

O objetivo do tratamento manual

O objetivo do tratamento manual não é, portanto, “vencer o músculo”, nem forçar os tecidos, nem desfazer nós, mas comunicar com o sistema nervoso através do toque, ajudando o corpo a regular novamente a tensão muscular de forma mais equilibrada.

Cada pessoa é diferente, e cada caso tem as suas causas próprias.
Mas compreender esta relação entre músculos e sistema nervoso ajuda muitas vezes a perceber porque é que o toque pode ter um efeito tão significativo na dor e na tensão muscular.

A quiromassagem é um conjunto de técnicas terapêuticas, exclusivamente manuais, que incluem alongamentos, pontos de pressão, amassamentos e fricções.

A osteopatia é uma terapia também exclusivamente manual para diagnosticar e tratar diversas disfunções do corpo humano.

Se sente dor ou tensão muscular persistente, pode ser útil avaliar o que o seu corpo está a tentar proteger.

Fico à sua espera, aqui em Torres Novas.

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Muitas dores surgem no dia a dia e acabam por desaparecer sozinhas. O nosso corpo tem uma grande capacidade de adaptação e recuperação. Diria que está absolutamente programado para isso.

No entanto, há situações em que a dor começa a mostrar sinais de que não está a resolver por si própria.

Reconhecer esses sinais pode ajudar a evitar que o problema se prolongue ou se torne crónico.

1. A dor começa a interferir em vários momentos do dia

No início pode ser apenas um incómodo ocasional, pode até ter origem numa queda ou num movimento, mas com o tempo começa a aparecer em diferentes situações do dia a dia.

Pode notar, por exemplo:

  • dificuldade em encontrar uma posição confortável para dormir
  • limitação na atividade profissional
  • menos disponibilidade para treinar ou fazer exercício
  • alterações no humor por causa da dor

Às vezes até as pessoas à sua volta começam a perceber que algo está diferente e começam a perguntar “Está tudo bem?”

Quando a dor começa a condicionar vários aspetos da vida, é um sinal de que o corpo pode precisar de ajuda para recuperar.

2. A dor persiste há vários dias (ou semanas)

Outro sinal importante é quando a dor simplesmente não desaparece com o tempo.

Muitas pessoas passam por este processo:

  • descansam alguns dias
  • esperam que passe
  • tomam alguma medicação

Mas, mesmo assim, a dor continua presente.

Quando a dor se mantém ao longo dos dias ou semanas, pode indicar que existe alguma disfunção que o corpo já não está a conseguir resolver sozinho.

3. A dor começa a impedir de fazer planos

Talvez um dos sinais mais claros seja quando a dor começa a limitar decisões do dia a dia.

Por exemplo, quando se dá por si a pensar:

  • “Não posso ir, porque não aguento a viagem de carro.”
  • “É melhor não ir, porque vou ter de estar de pé durante algum tempo.”
  • “Não vou treinar, porque tenho medo que a dor piore.”

Quando a dor começa a condicionar escolhas e atividades, já está a ter um impacto real na qualidade de vida.

Quando pode ser importante procurar avaliação

Se se identificou com alguns destes sinais, pode ser um indício de que o corpo já não está a resolver a situação sozinho. Uma avaliação atempada pode ajudar a perceber o que está a acontecer e evitar que a dor se prolongue ou se torne crónica.

Se tiver dúvidas ou quiser avaliar a sua situação, pode entrar em contacto para agendar uma consulta no gabinete em Torres Novas.

Ou se preferir, envie-nos uma mensagem.

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